Dailytime #003 | ter um blog ou ter um medium

Olá fãs que assistiram a terceira temporada de OITNB em uma noite,

Eu tenho uma certa compulsão por achar coisas novas na internet, desde da época discada quando a maior novidade possível eram álbuns novos do Death Cab For Cutie. Parte do meu dia é dedicado a encontrar e testar novos sites, redes sociais e estratégias on-line – o que pode ou não ser produtivo.

Nesses vai-e-vem loucos que a interwebs nos possibilita, esbarrei no Medium há uns meses aí, e ver ele crescendo agora como principal opção de “blog”, é bacana e questionador ao mesmo tempo. Esse é o interesse do Medium*?

Atualmente o vejo como uma plataforma não só para espalhar conteúdo, mas para filtrar e promover boas histórias. Aliás, esse é o lema deles: “um lugar melhor pra ler e pra escrever coisas que importam”.

Ou seja, às vezes um blog precisa ser um blog, e ter listas e links, como estamos fazendo aqui. O Medium, na minha cabeça, é o segundo passo da informação; quando trituramos toda essa coletividade de ideias, testes e capturas de imagem, e reunimos material suficiente para um opinião que seja uma voz coerente e única. Não que não tenha suposições, mas que essas suposições gerem, então, outras histórias.

medium

Essa bem que podia ser uma imagem hipster no Medium.

Foi dentro desse universo que os “daily vlogs” cresceram no Youtube. Ao mesmo tempo em que é uma plataforma gigantesca para bom conteúdo – revisões, vídeos editados com efeitos, entrevistas, canais de lutas sociais – o sr. Youtube também é o local em que diversos jovens colocam seus pequenos problemas, como um diário filmado. Com uma audiência consistente, eles crescem em popularidade com visualizações na casa do milhão – e apenas com uma câmera na mão.

Ok, isso é não é verdade. Resumir o trabalho desses youtubers em uma “câmera na mão” é justamente ir contra tudo que a internet prega – e que o Youpix bem debateu aqui. Estamos aqui pelo compartilhamento livre de pensamentos, onde todos opinam, respondem e sentem a necessidade de compartilhar sua vida em pequenos fragmentos. Em entrevista para o Programa de 1 Cara Só, MariMoon comentou sobre seu início de carreira e o quanto era engraçado, e até estranho, ver pessoas compartilhando suas fotos no Fotolog. A internet trouxe essa cultura – e o Instagram a consagrou com fotos de sobremesas decoradas.

Por isso chegamos novamente ao Medium. As pessoas recontam suas histórias em ciclos, e assim como houve com o material impresso, vivemos hoje uma época de filtros. Uma plataforma de publicação como o Medium permite que as pessoas se concentrem em discussões maiores, sem distrações, enquanto outras abas do navegador se preocupam em carregar seus memes de gatinhos. Ou de boybands, ninguém está julgando.

Agora, pra fechar a discussão e comemorar o final de semana, um sonzinho maroto e bastante gay pra vocês – porque é isso que a gente gosta. Bjs Flws.

*O que diabos é Medium?

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