dailyplanet #003 | frio pra cacete e oitnb

Olá traidores da coroa,

Obviamente eu não vim aqui final de semana – mais por que eu esqueci do que por coisas importantes para fazer. Porém, uma coisa que eu lembro de fazer final de semana foi assistir os primeiros episódios de Orange is The New Black, 3ª temporada. E, Odin, obrigada.

Quando você se propõe fazer a crítica de uma série, seja para qual for o objetivo, você precisa aceitar que não pode comemorar muito (pulando) qualquer vitória pessoal de cada personagem. Ou, ainda, deixar transparecer seu entusiasmo quando a Alex fica com a Piper. Não que não pode, mas no mínimo não consegue usar esses termos: aaaaaaahh suasssssssxxxsssdihsursiaygfsiadgfysgafs!

(se você gosta delas e assiste a série, foi mais ou menos essa reação no início da temporada. não me conte o final, me deixe ser feliz).

Antes de usar qualquer palavra bonita e sincronizada para descrever OITNB, queria dizer que amo a série pela sua coragem de expor cicatrizes sinceras. A luta de mulheres para encontrar seu lugar na sociedade, de maneira metafórica ou não, e todo o universo que o programa conseguiu criar em torno de si.

Quantos outros seriados tem seu elenco composto 90% por atrizes? Quantos programas tem seu quadro de roteiristas quase que inteiramente composto por mulheres?

É algo notável. Passado esse ponto em destaque, a série acumula méritos que devem ser listadas em diferentes comparações por aí. Um deles é ser uma perfeita companhia para esse frio do cacete – ops, do caramba – que está fazendo.

Outra perfeita companhia para o frio é o silêncio da cidade quando a noite chega. Essa frase pode ser facilmente comparada com uma composição de pagode, mas talvez existam algumas verdades no pagode que a gente não quer aceitar. Sorria que eu estou te filmando.

Tem certas coisas que só chegam com o inverno, como a falta de sensibilidade nos dedos e a vontade de namorar. Ainda, a vontade de ouvir a trilha sonora de The O.C. ou a estranha sensação de paz que o vento cortando o rosto traz. Isso é pessoal, talvez o cheiro de mar do verão também traga o mesmo sentimento pra você.

Afinal, a vida corre. Dedos congelados na moto ou não.

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